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Traços reprodutivos, padrões de montagem e sucessão florestal na Floresta Atlântica

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dc.contributor.advisor Varassin, Isabela Galarda
dc.contributor.author Rossi, Bianca Warring
dc.date.accessioned 2016-06-15T11:58:36Z
dc.date.available 2016-06-15T11:58:36Z
dc.date.issued 2014-03-26
dc.identifier.citation ROSSI, B. W. Traços reprodutivos, padrões de montagem e sucessão florestal na Floresta Atlântica. 2014. 137 f. Dissertação (Mestrado em Botânica) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba. 2014. pt_BR
dc.identifier.uri http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br:80/handle/123456789/17694
dc.description Dissertação de Mestrado defendida na Universidade Federal do Paraná pt_BR
dc.description.abstract As mudanças causadas pelas perturbações que ocorrem em uma floresta iniciam o processo de sucessão secundária, que é caracterizada por uma mudança direcional na composição e estrutura de uma comunidade ao longo do tempo. Florestas sucessionais estão embutidas dentro de uma paisagem regional dinâmica que determina o conjunto de espécies disponíveis para a colonização e disponibilidade de polinizadores e dispersores. O entendimento da variação de traços reprodutivos durante a sucessão florestal pode ser feito a partir da perspectiva da montagem de comunidades em áreas sucessionais com idades distintas. Comunidades podem ser simultaneamente limitadas por filtros abióticos e bióticos, de modo que os traços associados à filtragem ambiental podem ser agrupados, enquanto traços associados às interações podem ser sobredispersos. Assim, comunidades distintas tendem a se organizar de forma a refletir ambos os processos, que vão ter maior ou menor expressão, dependendo dos atributos fenotípicos analisados. Neste trabalho os traços reprodutivos foram utilizados a fim de caracterizar os traços relacionados à polinização e à dispersão em um gradiente sucessional, em uma área de Mata Atlântica, na tentativa de definir quais constituem traços importantes nos padrões de montagem e quais processos podem estar influindo na montagem desta comunidade. As áreas de estudo estão inseridas na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, município de Antonina no Paraná. O levantamento das espécies foi realizado em estudo prévio, em áreas sucessionais oriundas de regeneração natural, em 55 parcelas com 14 metros de raio e idades variando entre 2 e 80 anos. Em relação à polinização, as características reprodutivas utilizadas para o estudo foram sistemas de polinização, biologia floral, recurso floral e sistema sexual. Em relação a traços de dispersão foram analisados sistema de dispersão, tipo, cor e tamanho do diásporo, números de sementes por diásporo e tamanho das sementes. Foi constatada a predominância de sistemas de polinização por abelhas, de flores abertas, hermafroditas e que disponibilizam o pólen como principal recurso atrativo aos polinizadores. O sistema de dispersão biótico também predominou, assim como diáporos do tipo seco, de cor preto/roxo, de tamanho médio, com poucas sementes por diásporo e sendo estas sementes de tamanho médio. As áreas sucessionais de Floresta Atlântica do Litoral do Paraná se caracterizaram por uma grande divergência de traços reprodutivos nas florestas mais jovens e por possíveis processos neutros associados com chance de colonização. Além disto ocorreu uma progressiva convergência e uma redução da divergência de traços reprodutivos nas florestas mais velhas. Isto indica uma direção da sucessão expressa nas características reprodutivas das plantas lenhosas nestas florestas. Isto pode sugerir também que a sucessão de áreas restauradas nesta paisagem não deve depender das plantas que forem plantadas (no caso de reflorestamento) ou as que chegaram naturalmente a colonizar esta áreas (no caso de regeneração natural). Este estudo indica que para estas áreas, as comunidades mais velhas tenderão a apresentar os mesmos traços reprodutivos, o que, evidentemente deve depender da paisagem do entorno, uma vez que haverá necessidade de fonte de espécies de florestas mais velhas com estes traços no entorno das áreas restauradas. pt_BR
dc.description.abstract Changes caused by disturbances in a forest start the process of secondary succession, which is characterized by a directional change in the composition and structure of a community over time. Successional forests are embedded within a dynamic regional landscape that determines the set of species available for colonization, as well the availability of pollinators and seed dispersers. Understanding the variation in reproductive traits during forest succession can be performed from the perspective of communities assembled in areas with different successional ages. Communities can be simultaneously limited by abiotic and biotic filters, so that the traits associated with environmental filtering can be clustered, while traits associated with interactions can be overdispersed. Thus, different communities tend to be organized in a way to reflect both processes, which can have greater or lesser significance depending on the phenotypic traits analyzed. The study areas are located in Área de Proteção Ambiental (APA) Guaraqueçaba, Antonina city in Paraná State. The species survey was conducted in a previous study in successional areas of natural regeneration, in 55 plots of 14m radius and ages ranging between 2 and 80 years. Regarding dispersion traits, those examined were dispersion system, type, color and diaspore size, number of seeds per diaspore and size of the seeds. Reproductive traits were used to characterize the traits related to pollination and dispersal in a successional gradient in an Atlantic Forest area in an attempt to determine which of these traits are important functional traits in this community assembled patterns. It was evaluated which processes may be influencing in the assembly of this community. There was a predominance of pollination by bees, open flowers, hermaphrodite flowers, pale colors or pure white, which provided pollen as a main resource to pollinators. The biotic dispersion system also prevailed, as dry type diaspores, black/purple- colored diaspores, medium-sized diaspores, with few seeds per diaspore medium-sized seeds. Successional areas of Atlantic Forest of Paraná State Coast were characterized by wide variations in reproductive traits in younger forests and by possible neutral processes associated with chance of colonization. In addition there was a progressive convergence and reduction of divergence of reproductive traits in older forests. This indicates a direction of the succession expressed in reproductive traits of woody plants in these forests. This may also suggest that the succession of restored areas in this landscape should not depend on plants that are planted (reforestation) or those that come naturally to colonize this area (natural regeneration). This study indicates that for these areas, older communities tend to have the same reproductive traits, which must obviously depend on the surrounding landscape, as there will be the need of species source of older forests with these traits in the vicinity of restored areas. pt_BR
dc.format 137 folhas pt_BR
dc.language.iso pt_BR pt_BR
dc.publisher Universidade Federal do Paraná pt_BR
dc.subject.classification Ciências Florestais::Silvicultura::Propagação e fisiologia de espécies florestais pt_BR
dc.subject.classification Ciências Florestais::Meio ambiente::Ecologia e ecossistemas florestais pt_BR
dc.title Traços reprodutivos, padrões de montagem e sucessão florestal na Floresta Atlântica pt_BR
dc.type Dissertação pt_BR

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